Eu, meus numeros e inumeros porres...

Tem mesmo sempre que ser 14 min quando olho no relógio? Bem que podia não ser, ne?! Não aguento mais essa agonia que não passa, essa certeza de amar cheia de incertezas. De amar o homem certo e ser sempre a mulher errada. De ter conhecido o amor que eu sempre quis justo no tempo errado.
Não quero mais te enlouquecer com essas coisas que te irritam, com minhas palavras que te entediam. Essas coisas de Mayara a lá Belchior, essas palavras que nem Frued explica e que nem Fernando Pessoa ousou escrever...
Mas quem sou eu pra dizer tal coisa? Alguns diriam: _ Apenas uma Mayara qualquer... Mas há quem diga: _ Não! Mayara Mader em outra parte nunca existiu. E eu? Eu digo que mesmo que houvesse outra, essa não teria tal atrevimento de dizer, de escrever isso!
Essas coisas que o coração não entende e que nem sabe ao menos se sente. Essa coisa que martela. Que é o amor que conheço, que descrevo e que rezo todos os dias que não seja real. Que sejam apenas invenções uma menina que ainda não entende dessas coisas e que insiste em querer saber.
Quem dera, eu desembarcasse e fosse vida nova, sem você à minha sombra. Que fosse feito a Madalena que teve como seu maior desafio, além de nascer, apenas o teste do pezinho e pronto! Mas não da mais, eu já cresci, ne? E o peso ta grande demais.
Meu ouvido está doendo, acho que pela pressão do avião, ou da vida quem sabe... O volume do som do meu fone está no ultimo, pra ver se eu entro mesmo na música e esqueço minha vida! Essa vida que eu tenho e que me espera no aeroporto cheio de sorrisos bobos e chororós de saudade. Não quero mais..
Queria mesmo era viver eternamente em vôo, em outra realidade. Qualquer uma que eu conseguisse inventar... mas é que nesse momento estou de porre e não consigo mais nem pensar. Deixar pra amanhã, então, como todo o resto. E talvez eu desista ou talvez eu resista. Triste mesmo é que você vai sempre estar lá, na terra ou no ar, nos 14’s e em todos os outros números que existem e eu vou sempre fugir de você.

2 ...:

Bubu disse...

Esse seu texto me lembrou uma frase de Caio Fernando Abreu: ‎'No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio.'

Mayara Mader disse...

Lindo... Obrigada por vir por aqui! bjão!

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