Laço eterno...

Alguns laços são como nós! Laços esses seus que insistem em me segurar. De um amor mais verdadeiro e imutável que todas as juras que fizemos ao leito na sede de sermos tomados! Mais eterno que os poucos momentos de cumplicidade que compartilhamos. Esses laços de Deus. Essa união tão improvável e indesejada de duas pessoas tão parecidas e tão distintas.
Em nossos mundos a bipolaridade. Na perfeição que tentamos ser, batemos de frente com a imperfeição que nos trousse ao mundo... O sangue não corre ele jorra! Bate na cara, como uma tapa para arrancar a euforia e mostrar a pura verdade. Sangria pra ver se cura essa vontade de te amar. Topamos essa loucura, mas somos tão inseguros...
Essa força que me impede de te esquecer, que te faz lembrar e querer e requerer. Isso não vai mudar... Jamais nos libertará dessa sina. Um dia dissemos a loucura mais verdadeira que poderíamos ter dito um ao outro: " Eu vou te amar pra sempre", foi uma das poucas coisas que já tive certeza.
Venho te amando e te odiando desde que me lembro te conhecer. Ignoro você mesmo te querendo, desde que entendi o peso do teu nome ou quando enxerguei que apesar de nossas peles terem cores distintas, por baixo delas a herança é a mesma!
É sempre o mesmo teatro... Você é o maior artista que eu conheço me fazendo parecer protagonista quando sou coadjuvante. Talvez desse papel eu ganhe o Oscar! Sempre deixo você achar que eu acredito! É divertido me enrolar nos teus nós... Tão eternos e superficiais, cheios de "pra sempre" e despedidas. Eles não me perderam a você, mas a esse amor. Eu te amarei por não ter escolha e vou te esquecer porque escolhi assim!
Esse amor que já existia quando a gente inventou e permanece mesmo de longe a me prender nesse laço feito um nó cego que você atou...




Tem escrito numa blusa minha..achei o maximo!


Uns corpo...outros alma...
Uns forma..outros conteúdo Uns Maria.. outros Joana
Uns Up..outros Down
Uns fedem..outros nem cheiram
Uns funk..outros punk
Uns skin.. outros head
Uns crescem..outros apodrecem
Uns sei...outros sei-lá
Uns fazem..outros pensam..
Uns estudam..outros são estudados..
Uns sim..outros ainda não
Uns pra lá...outros pra cá
Uns trepam.outros + bem

Brincadeira estranha!

Nossa historia é como brincadeira de criança, não perdeu a pureza, mas um dia há de acabar!
 Um balanço alto que os pés saem do chão. Brincadeira de dar frio na barriga, de longe ou de perto, quando beija ou quando briga! Você me empurra pra longe e eu finjo curtir o momento e não ligar. Acabo perto de novo é a lei do balanço tem que ir depois voltar. É divertido pra você. Já eu morro de medo, mas você nunca vai saber. Um dia a brincadeira vai acabar e você vai me ver pular e o balanço vazio vai voltar!
Que pena, essa brincadeira só da certo com dois. Você vai me procurar e nesse momento eu é que vou te empurrar. Brincadeira estranha. Talvez dure pra sempre ou quem saber a gente possa crescer e um dia lembrar do balanço que mesmo dessa forma "estranha" fez nossa história acontecer.
Um amor assim de criança feito eu e você!

Minha vida...

Minha vida é assim confusa
E eu serena
Pobre pena
Que longe do pássaro não há de voar
Uma vida tão pequena
Que o meu problema
É não ter alguém pra amar
Minha vida egoísta
Como a vida de um artista
Tantos amores pra inventar
Vivo aqui nessa cidade
Comungando a liberdade
Sem saber quando parar
Vida leve, vida livre.. Simples e louca
Não me apego a coisa pouca
Tomo a vida feito sopa

Em seu castelo!

Em seu castelo você fez dela sua princesinha perfeita. Talvez esperasse ou achasse que ela havia nascido no momento em que te conheceu, que outros amores não teve e que seu único amigo seria você!
A verdade sempre te irritou e ao sair do castelo você via a realidade da vida. Um passado com outros amores, um presente cheio de amigos que também queriam atenção, e o futuro nesse momento se desfazia na sua cabeça.
Mas o que você realmente queria? Até hoje ela não consegue entender. Ela te deu o melhor! Não digo nem que tenha sido amor, às vezes até ela duvidava. Ela te deu todos os pensamentos e olhares involuntários que possuía e as mais belas palavras que de seu coração já saíram.
Em seu castelo ela foi a ratinha do café da manhã, a espaçosa que queria dormir te abraçando, mas que sempre te fazia desistir e ir dormir no chão. A dona das mãos que desarrumaram sua escrivaninha e que você teve o maior prazer de arrumar.
Lá, no seu castelo, ela se sentia unicamente importante, como se por encanto aquelas paredes e poucos moveis tivessem o poder de traduzir pensamentos e palavras. Sim!!! Porque vocês realmente falam línguas diferentes.
Ela não queria ser sua única amiga, nem que a casa dela fosse sua única opção na sexta à noite, tão pouco queria tomar seu tempo de estudos. Ela queria ser sua melhor amiga e que você fosse o dela, queria que você tivesse muitas opções para a sexta-feira a noite e que fizesse questão de ela esta do seu lado em todas elas e principalmente rezava e ainda reza todos os dias para que seu esforço não seja vão.
Mesmo sem ter certeza do que quer de você hoje, mesmo você ainda entendendo tudo errado e fazendo tudo errado também, mesmo seguindo em frente sem arrependimentos, às vezes, assim de vez em sempre, quase que como um ritual noturno, como um sonífero, ela se pega voando em seus pensamentos, pensando em como teria sido se tivesse existido.
Pensa nos erros que cometeu e sempre conclui que seu erro foi mostrar ou dizer amar sem agir como quem ama, com um medo real de se entregar. E se irrita ao concluir que vocês temiam exatamente a mesma coisa... Amar mais do de pretendiam de novo!
Talvez ela seja prepotente ao imaginar que esse amor seria inevitável. Mas aquele seu olhar que no espelho refletia o dela, aquele abraço que matava o frio e acalmava, aquela loucura que ultrapassava compartimentos, ate o castelo concorda em sua fria indiferença e condição de simples tradutor (ou seria mágico?)... Não podia ser mentira!
Hoje ela procura seu próprio castelo, talvez ela encontre um pra ela perfeito, com outro tipo de magia, talvez um que traduza seus sentimentos.
Não te vê, não tem noticias, mas às vezes ela ainda sente e tenta esquecer ao lembrar que hoje em seu castelo uma nova princesa habita.

Da janela


Da janela do ônibus,
Vidas eu vejo passar,
Enquanto minha vida passa,
Eu vivo só a observar.

Eu quero é viver,
Não mais olhar.
Deixar passar o que o que passou,
Descer e me entregar

Entregar-me ao acaso
E a tudo que esta por vir.
Da janela vejo tudo,
Passo sem nada sentir.

Que bom se a vida fosse viver
E não só querer...
Das casinhas brancas e pequeninas cruzo com olhares,
Com milhares

Talvez eles também estejam a pensar:
“Quão bom seja apenas passar .”
 
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