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No sertão não chove e em mim sobram palavras...










As palavras e a agronomia
Coabitam em mim
Um lá vive porque ali nascera
O outro fora lá imposto
Um me causa apenas desgosto
O outro, alegria sem fim

Que chato seria se escreve fosse
Plantar vocabulário
Numa terra chamada caderno
Adubar com amor, revolta e esperança
E escrever a palavra inverno

E tão logo eu saberia
Se plantar apenas fosse
Fazer cultura rimar com semente
Poder vender grãos com idéias da gente

“Mas não se vive de escrever” disse meu pai
“E no sertão não chove!” rispidamente respondi
Chorei e pedi ajuda a outro Pai
Lembrei que: “Nem só de pão vive o homem”
E nesse momento apenas sorri

Princesas!


Somos as princesas que nossos pais disseram que seriamos, e um dia rainhas? Pode ser que sim! Podemos ainda não ter encontrado nosso castelo ou nosso príncipe encantado. 
Ou quem sabe nesse mundo que de contradições que se chama terra as princesas levem vidas de gata borralheira. “Forever end ever!” Cabe a nos aceitar ou não? Ou está escrito? Tenho tantas dúvidas.
Talvez nossa vida não seja o conto de fadas que a gente pensou que era quando tinha 13 anos. E se eu não sou uma princesa? 

“Meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse, mas também se esqueceu de dizer a verdade {...} Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci.” Roberto Carlos
 
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