Como Narciso

Pra que serve um coração sem amor? De que me serve uma cabeça sem conflitos? Estou por aqui só, sem ninguém por perto, mas não me sinto vazia.
Sentimento estranho. Não tenho uma boca ao meu lado a que me beije, a que me fale, a que me ame ou a que me deseje.
E agora??? Agora nada. Não tem me feito falta. Não há seu corpo a suar no meu, não há verdade no que prometeu e não me dói.
O que significa não sentir? O não amar? Significa a falta da culpa de ter errado mais uma vez. Nesse momento tenho minhas próprias respostas.
As opções são tantas e não me vejo empolgar por nenhuma, nesse momento único da minha vida, nesse momento sem fagulha estou aqui só, sem amor, sem amar... Porém a paixão, minha eterna companheira, essa está aqui! Paixão que aprendi a nutrir por mim como Narciso já o fez. Tomara então eu não me afogar, bem antes talvez possa voltar a amar.

Nada vai tirar você de mim

A nossa vida continua, nos que escolhemos assim.
Meu momento mais intenso, meu amor mais inventado.
Posso hoje não estar do seu lado, mas eu sei que valeu!
“então diga que valeu...o nosso amor valeu de mais” 

Estradas que passamos, tatos banhos que tomamos...
Na loucura a gente viveu 

Em quantas fugas te encontrei,
Mais nas suas que nas minhas
Quantos beijos eu te dei
Em tantos lugares que não conhecia. 

Sua missão foi me apresentar o mundo
E me tirar do buraco fundo que eu insistia em cair 

Quem me amou de verdade ainda não conheci
Quem eu amei um dia acho que até já esqueci
E você fica aqui nos pensamentos...
E traz de volta os tantos momentos
Num simples “ele perguntou por você” 

O teu sorriso de covinha
Teu jeito moleque na pracinha
Nossos porres mal curados
Alguns ex mal amados 

Nada no mundo tirou esse nosso prazer
Motivo algum me deixa esquecer você
E nada tira você de mim...
Porque você está em mim!

Eu desejo..

Como o negro sonhou com um quilombo.
Como o pássaro preso sonha com o céu maior para voar.
Como o Brasil que odeia a política e se deixa corromper.

Eu desejo a lua e tudo que ela me provoca sentir.
Eu desejo o mundo e tu que ainda está por vir.
Eu desejo o Céu e a madrugada.

Como o caminho segue a estrada.
Como a paixão que fere é amarga.
Como tudo que é vão passa.

Eu desejo o mundo e o que ele me faz sentir.
Eu desejo aquela lua que me faz fugir.
Eu desejo estar com vc.

O meu modo de escrever

Era uma vez uma galinha pedrêz! O que seria uma galinha pedrêz? Segundo o Google: “galinha cuja pelugem é cinzenta escura, com pintas brancas”. Pra mim ela é só aquela que deu um peido pra vocês três.
Aliás, três é um numero muito interessante! Representa equilíbrio, a santíssima trindade, a democracia, já que três é o numero mínimo de pessoas para que se possa ser tomada um decisão em grupo,em que a maioria vence. Representa até sexualidade! Com o famosíssimo ménage a troes.
Em se falando de sexo os números pares me são mais instigantes. Para ser mais clara nada melhor do que a dois, de quatro. Nada contra a diversidade de gosto, é como se diz cada um tem o seu.
Eu gosto de escrever...mesmo quando não tenho nada a dizer de importante, acho que deu pra notar heim? Pra mim, escrever flui como pensamento. Vem segmentado e termina totalmente diferente de quando começou. O melhor é que se eu quiser saber onde comecei o pensamento, basta ler desde o começo! Que bobagem.
Mas sério, a conclusão que tiro é que escreveria bem melhor uma novela “A lá Mexicana” do que sobre política do Brasil.

Meu bobo coração

Meu coração diz coisas que não compreendo... Sente dor, mas insiste. Busca a paz, mas desiste. Coração bobo esse meu que ainda quer amar.
Depois de um longo amor que se acabou num beijo. De um que ainda resiste, sem beijo algum. Após um desejo absoluto, sem amor, cair. E de um lindo amor, sem desejo, sumir.
Pergunto ao meu bobo coração qual seria a razão de amar.
E ele me responde:
_ Bobo és tu que ainda não sabe, que para o amor razão não há!

A mão do vaqueiro


Prum vaqueiro um dia fui mulher de gado
Tentei com tudo que podia carregar esse fardo
Mas pra vida livre ele nasceu
E esse direito foi Deus que lhe deu

Eu não fui a mulher dos teus olhos
Aquela que parou o teu olhar
Isso me fez em frangalhos
Mas com luta pude superar

Passou-se um tempo de calmaria
Mas o fantasma resouveu voltar
Passou de longe,
Mas foi justo nele que parou o meu olhar

Tem o dom de está no caminho do meu coração
Vai e vem sorrateiro
Me irrita sua presença feito assombração
Ah... esse homem guerreiro
Será minha sina essa perseguição?

Odeio tudo que ele me torna
E tenho medo de ainda amar
De em seus braços novamente
Um dia me encontrar.

Andamos os mesmos caminhos
E nos fazemos distantes
Evitamos nossa presença,
Desejando como amantes.

Sua mão para de um jeito engraçado
Como se de nada fosse capaz
Seu cabelo sempre pro alto
De um vaqueiro indio danado
Minha sina é amar esse rapaz.

Percebo coisas tão singelas nesse vaqueiro
Sua mão fica ali parada
Como quem não quer nada
De quando em vez sobe a cabeças,
Seu próprio cafuné lhe agrada.

Quem vê não imagina
A força daquela mão laçada
No rabo do boi enrola
E depressa, não demora, boi caiu na faixa..

Abraçado a seu cavalo
Vitorioso meu vaqueiro se foi
Minha boca calou,
Mas meu coração quase gritou:
_ E valeu Boi!!!
 
Copyright 2009 @mayaramader All rights reserved.
Free Blogger Templates by DeluxeTemplates.net
Wordpress Theme by EZwpthemes
Blogger Templates