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Iupeeee! o/

Há tempos venho pensando no abandono dos meus blogs e hoje ao arrumar minhas coisas, aproveitando o feriado, achei vários textos, espalhados por cadernos, agenda, entre uma anotação e outra dessa minha vida que anda tão corrida. E eu fiquei muito feliz, porque notei que não estou parando de escrever, as coisas só estão um pouquinho bagunçadas... Eu amo escrever, tal vez isso seja o que tenha me salvado de tantas dores e desesperos, ou que tenha me trazido de volta diante de tantos deslumbres!!! É bom saber que o melhor de mim ainda não se foi, mesmo depois de tudo!

Prometo voltar logo...

O Caio me inspira...

Ler Caio Fernando Abreu me inspira. Vez ou outra, nessas minhas tarde chatas e sonolentas em que minha testa briga com as teclas do computador de tanto pescar, eu releio Morangos Mofados. Acho que já fiz isso dezenas de vezes. Paro em algum conto e volto e vou mais a frente, vejo a história de câncer na alma de Davi, em pedaços soltos. Rio e às vezes respiro fundo de tão parecido que sinto ou de tão absurdo, quando percebo o ‘underground’. 
O Davi lembra muito o meu namorado, principalmente nas horas em que caminha pensativo e lentamente em seu apartamento atônito e indiferente enquanto o telefone toca. Ele foi por algum tempo assim... E hoje é tão doce. E me lembrou agora a personagem do livro, com o seu final tão cheio de esperança. 
A melancolia do Caio parece que formou a minha, desde o útero da minha mãe, de tão que eu me enxergo nele. Se mamãe me lesse Caio, estava explicado, mas acho que veio mesmo dos bregas do bar do meu pai, ou das borbulhas de amor do Fagner, quem sabe?! Sei que tive uma vontade imensa de ficar sozinha por 10 dias numa casa de praia e escrever... Apaixonar-me novamente pelo meu livro. 
E de repente não tive mais tanto medo do meu pensamento recorrente de solidão. Não sei se por ter percebido em um único parágrafo que as pessoas, mais doces e influentes morreram assim, abandonadas por suas escolhas ou se por estar me sentindo tão bem ao lado do meu doce amor louco. De repente eu deixei de querer que a vida faça sentido, entre Davi, Dedes, Caios, Clarices e melodias bregas. Então “Apenas Seguir”. 

 Um viva as putas e aos santos...

Onde está a inspiração?

Tenho passado horas e horas olhando pra o papel ou para o computador, mas não consigo escrever. Pelo menos não nada que faça algum sentido. Minha cabeça está tão acelerada, tão cheia de informações e novas experiências que nada se organiza pra sair.
Quero dizer muitas coisas, mas estou entrando um estranho conflito, o de não querer interferir. Nesse momento eu queria só escrever, não ser formador de opinião, não mudar alguma ideia em relação a mim. Ficar oculta.
Ser invisível, saber mais inglês, ouvir música 15h por dia e ler alguns livros da minha lista. Estou com saudade das minhas amigas, mas não acho justo cobrar, sinto falta do amor, mas não sei mais amar.
Certeza mesmo, eu não tenho de muitas coisas. Só que não estou mais preocupada, não estou correndo, apenas estou buscando o que deduzo que me falta. Estou aqui tranquila (talvez tranquila demais), confusa e cada vez mais só, porque me recuso a pedir ao outro o que morro de medo que me peçam: dedicação, presença e atenção.

As coisas que escrevo

Meus versos ruins nunca conseguiram dizer exatamente o que eu queria exatamente da forma que sinto. Fagner, Lulu Santos, Amarante, Renato Russo, Vander Lee... Ah esses sim desvendaram certas vezes com tantos detalhes o que senti que chegaram a me assustar. Quantas vezes eles me emocionaram. Será que já se sentiram como eu? Com uma bela obra que se encaixa tão bem na vida dos outros, mas que falta sempre algo da sua própria?
Gosto do que escrevo e me angustia não escrever, mas sempre falta algo a dizer! Como se lá no subconsciente eu dissesse a meus dedos para não escreverem tudo... Tudo não! Se não amanhã o haverei de escrever? Se não aos meus amores que surpresa proporcionarei? Coisas de poeta, "coisas de Mayara Mader".

Eu gosto de escrever...

Escrevendo eu crio mundos, mudo histórias e pontos de vista. Não da pra saber quando é sonho ou realidade, quando é cena ou quando é verdade.
Posso escrever o que não acho e o que penso guardar só pra mim... Vida de escritor é assim! Cena, dilema ou poema, uma história sem fim.

O peso da minha vida

Meus olhos estão pesados...
Ontem tomei um calmante pra ver se dormia melhor, acho que ainda esta fazendo efeito.
Minha cabeça esta pesando...
Os pensamentos passam rápido! As pessoas passam e eu fico só.
Meus ombros estão pesados...
Como se todos os problemas da humanidade tivessem decaído sobre eles.

Ouço o que a professora diz, mas não escuto.
Vejo meu futuro, mas não consigo enxergar.

Esses dias tudo me parece lento, mas mesmo assim faltam horas no meu dia...
Só tenho vontade de escrever!

Intercessão


Estou cursando Agronomia na universidade federal do Ceará - UFC, não foi fácil conseguir mas também não foi tão difícil quanto muitos imaginam. Entrei com 17 anos num curso o qual eu pouco sabia do que se tratava, numa universidade federal, ganhei congratulações de todos e me senti no topo do mundo e caí..de cara no chão!
Fui jogada lá dentro com tantos méritos, mas totalmente despreparada para aquilo tudo. Para as competições. Para os professores. Para a vida! As reprovações vieram.. Logo pra mim que sempre fui tão boa nos estudos, tão boa com tão pouco esforço, desde que eu tenho lembrança do colégio havia sido assim. Porque não mais?
E eu fui perdendo o gosto por aquele lugar, não era o curso. Agronomia é maravilhoso. Eu conseguia me ver fácil, fácil com uma excelente agrônoma, na minha picape, com minhas botas, desbravando interiores do Brasil adentro. Seria maravilhoso! E eu escreveria sobre tudo aquilo, publicaria artigos.Mas aquele lugar estava me dando nos nervos .Tudo que ele representava era me fracasso!
O que eu sempre quis foi escrever e escrevo,  mas só isso não bastava pra mim nem pra todos. E me sobravam duvidas. Aos vinte e um anos fui morar só e eu queria, seria mais uma realização, mais uma conquista. Deus sabe que não! Seria mais uma faze da minha vida em que eu seria joga a minha própria sorte. Sem preparação alguma!
Um dia eu simplesmente pirei! Terminei o namoro, abandonei a faculdade e chorei, chorei, chorei. Por algum tempo essa foi a única coisa que eu soube fazer quando deitava, o sono não existia mais. O que havia de tão errado? Não tinha nada errado..e porque doía tanto? Era como se eu mesma buscasse a dor, como se eu a procurasse pra estar de frente a ela e dizer "o que é você?", "Porque eu te sinto mais não te vejo?". E eu chorei, chorei e chorei.. Mas só a noite quando estava na minha cama só!
Saí pra todos os lugares que podia, sempre rodeada de amigos, graças a Deus tenho muitos, muitos bons amigos. Mas quando chegava em casa eu deitava e chorava.
Eu queria voltar a ser o que era. Meiga, entregue. Eu só queria fazer o que eu gostava sem me importar com o quanto eu ia ganhar com isso, queria ser "guia de mim mesma nos arredores do mundo". Mas cada dia eu estava mais cética, e via meus sonhos mais distantes.. Por que fazer Agronomia se eu sempre quis jornalismo? 
Nessa época aconteceu o que eu não imaginava..eu vi que eu era realmente importante pras pessoas que eu amava e que eu não estava tão só quanto pensava. Quando eu achava que ninguém estava notando. Quando eu me tranquei mais que nunca nesse mundo inerte que eu havia criado. Pessoas vieram conversar comigo, me explicaram que o ser humano e mundo não interagem de forma previsível. Que não existe uma formula pra ser feliz. Que por mais difícil que possa ser pra enxergar, há sempre uma intercessão entre o que eu fui e o que sou hoje. Entre tudo o que eu sonhei e o que eu conseguirei realizar. E que se o melhor da vida é viver porque ficar pensando em como seria viver diferente se essa é a vida que tenho.
Ainda tenho duvidas, ainda choro. Espero que a terapia me ajude! Mas eu decidi que tenho que fazer algo, não posso ficar esperando que tudo chegue como sempre chegou.

Obrigada Pai, Mãe, Wilson, Avelino, Karine, Suca, Sávio e Jô.

O meu modo de escrever

Era uma vez uma galinha pedrêz! O que seria uma galinha pedrêz? Segundo o Google: “galinha cuja pelugem é cinzenta escura, com pintas brancas”. Pra mim ela é só aquela que deu um peido pra vocês três.
Aliás, três é um numero muito interessante! Representa equilíbrio, a santíssima trindade, a democracia, já que três é o numero mínimo de pessoas para que se possa ser tomada um decisão em grupo,em que a maioria vence. Representa até sexualidade! Com o famosíssimo ménage a troes.
Em se falando de sexo os números pares me são mais instigantes. Para ser mais clara nada melhor do que a dois, de quatro. Nada contra a diversidade de gosto, é como se diz cada um tem o seu.
Eu gosto de escrever...mesmo quando não tenho nada a dizer de importante, acho que deu pra notar heim? Pra mim, escrever flui como pensamento. Vem segmentado e termina totalmente diferente de quando começou. O melhor é que se eu quiser saber onde comecei o pensamento, basta ler desde o começo! Que bobagem.
Mas sério, a conclusão que tiro é que escreveria bem melhor uma novela “A lá Mexicana” do que sobre política do Brasil.

Que culpa tenho?


Vidas não vividas,
Frases não escritas.
Bocas não beijadas,
Palavras não ditas.

Pessoas não amadas,
Camas separadas.
Isso não é pra mim.

Nesse caso me vejo inocente.
Mas que vida indecente,
Onde o olhar se cala
E a boca mente.

Eu me acuso,
Quando quero te abuso
E dependo de coisas que não uso!

Sou sincera quando não devo,
O tempo inteiro,
Seja sobrea
Ou quando bebo!

A verdade as vezes machuca.
Disso sim posso ter culpa,
Não, de não tentar!
 
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