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A dona da história

O que é isso que eu tô fazendo mesmo? Eu não pensei que viver fosse assim deixar tudo correr pra onde quiser.. Não pensei que esqueceria que o amor como os dos filmes são (e que eles até me pareceriam bobos). Eu nunca pensei que perderia o doce desejo.
As oras vão passando, os dias vão seguindo. E eu teno feito feito regularmente as mesmas coisas. As mesmas brigas, as mesmas mentiras, a preguiça (ou seria medo de mostrar que eu estava errada, mais uma vez) de mudar as coisas de novo.
Não foi essa a história que eu escolhi pra minha vida. E porque eu tô deixando ela me levar assim desse jeito? U não nasci pra ser velha, triste ou reprimida. Será que isso dura?

As coisas que escrevo

Meus versos ruins nunca conseguiram dizer exatamente o que eu queria exatamente da forma que sinto. Fagner, Lulu Santos, Amarante, Renato Russo, Vander Lee... Ah esses sim desvendaram certas vezes com tantos detalhes o que senti que chegaram a me assustar. Quantas vezes eles me emocionaram. Será que já se sentiram como eu? Com uma bela obra que se encaixa tão bem na vida dos outros, mas que falta sempre algo da sua própria?
Gosto do que escrevo e me angustia não escrever, mas sempre falta algo a dizer! Como se lá no subconsciente eu dissesse a meus dedos para não escreverem tudo... Tudo não! Se não amanhã o haverei de escrever? Se não aos meus amores que surpresa proporcionarei? Coisas de poeta, "coisas de Mayara Mader".

Amor, desejo e outras manias...

 


“Complicação tão fácil de entender...” 
Talvez, nem tão fácil assim.





Qual é o meu sonho? Viajar, ajudar as pessoas, falar quantas línguas eu consiga aprender. Ser várias “Eu’s” pelos arredores do planeta. E mesmo assim eu o amo e o persigo. Mesmo que existam outros amores, mesmo que por algum tempo eu me interesse mais por outras tantas coisas.
Esse amor é muito estranho. Quando está longe me chama e ferve, mas quando perto por muito tempo parece que amorna, fica mais ou menos. Admiro muito pessoas que estão casadas a 30 ou 40 anos, mas sempre penso: “Será que ainda há neles desejo um pelo outro?”. Porque pelo que pude constatar o desejo perde um pouco a cor com o passar do tempo e com a convivência diária. Ouvi falar que existem outras muitas coisas mais importantes do que isso para que um relacionamento longo seja bom e “de certo”. Ouvi falar...
Ai, ai... Será que a solidão é mais intensa se comparar uma vida inteira? Eu continuo pensando nisso, mesmo já tendo feito a minha escolha. Talvez no auge dos meus 22 anos eu já esteja me sentindo velha, estamos todos os dias envelhecendo, só que ainda não consigo perceber essas tais coisas tão mais importantes que o desejo (fora o amor, claro) num relacionamento. Jovem demais, mas já um pouco cansada e com perspectivas de gente grande.
Sinto que posso, mas ao mesmo tempo penso no porque de eu estar seguindo um caminho tão comum, esse sonho de toda garotinha. Mas o que foi mesmo que eu disse que era meu sonho? Não posso esquecer, não posso!
Escolhi tentar fazer junto. Eu e minha mania de decidir sem perguntar a opinião do outro. Fazer sozinha estando junto me parece bem mais difícil, mais uma mania aí então, essa minha de complicar.



“Eu to pedindo a tu mão e um pouquinho do braço...”  Cazuza


Tentando ser feliz,
amando e perseguindo meus sonhos,
mesmo que de modo estranho. 
Do meu jeito,
com mania de não pedir permissão
e com aquela já tão conhecida de complicação.
 
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