A mão do vaqueiro


Prum vaqueiro um dia fui mulher de gado
Tentei com tudo que podia carregar esse fardo
Mas pra vida livre ele nasceu
E esse direito foi Deus que lhe deu

Eu não fui a mulher dos teus olhos
Aquela que parou o teu olhar
Isso me fez em frangalhos
Mas com luta pude superar

Passou-se um tempo de calmaria
Mas o fantasma resouveu voltar
Passou de longe,
Mas foi justo nele que parou o meu olhar

Tem o dom de está no caminho do meu coração
Vai e vem sorrateiro
Me irrita sua presença feito assombração
Ah... esse homem guerreiro
Será minha sina essa perseguição?

Odeio tudo que ele me torna
E tenho medo de ainda amar
De em seus braços novamente
Um dia me encontrar.

Andamos os mesmos caminhos
E nos fazemos distantes
Evitamos nossa presença,
Desejando como amantes.

Sua mão para de um jeito engraçado
Como se de nada fosse capaz
Seu cabelo sempre pro alto
De um vaqueiro indio danado
Minha sina é amar esse rapaz.

Percebo coisas tão singelas nesse vaqueiro
Sua mão fica ali parada
Como quem não quer nada
De quando em vez sobe a cabeças,
Seu próprio cafuné lhe agrada.

Quem vê não imagina
A força daquela mão laçada
No rabo do boi enrola
E depressa, não demora, boi caiu na faixa..

Abraçado a seu cavalo
Vitorioso meu vaqueiro se foi
Minha boca calou,
Mas meu coração quase gritou:
_ E valeu Boi!!!

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