Sua escolha, minha dor...

Eu já perdi pessoas queridas, já desmanchei relacionamentos, já me senti rejeitada pelos meus pais, já tirei notas baixas demais, já errei na cor e no corte do cabelo e simplesmente já acordei triste certos dias assim por nada. Mas acho que esse é o momento mais triste da minha vida.
Porque mesmo eu já tendo sido muito triste, nunca fui mais triste que feliz, nem nunca havia chorado mais do que sorrido em uma mesma semana. Já tive muitos motivos pra ficar triste, mas esse que me entristece hoje me parece tão banal. Eu nunca sofri por ninguém, sempre fui ‘forte’ pras coisas do coração, talvez eu só não soubesse ainda o que é o amor.
Eu sei que as pessoas têm o direito de deixar de amar, principalmente quando são magoadas de forma recorrente. Elas têm o direito de amar outra pessoa, de refazerem os planos e de tentar esquecer o passado. E ele também tinha sim todos esses direitos e principalmente tinha o direito de escolher. Só que dessa vez, pela primeira vez, ele não escolheu a mim.
E não adianta eu saber que isso acontece e que tem uma porção de carinhas legais doidos pra ter uma chance, não adianta eu saber que agora eu posso ser exatamente o que eu sempre quis e que posso colocar em prática todos os planos que desisti por ele, porque a dor não passa.
E todo mundo diz que vai passar, que eu tenho que tentar. Mas e se eu não quiser tentar? Se eu quiser mesmo sentir essa dor? Essa dor é tudo que me resta dele, ela estar aqui sangrando no meu peito significa que ainda não acabou. É como se de alguma formar essa dor ainda pudesse resgatar aquele nosso amor.

 
"I always knew it would come to this, things have never been so well. 
I have never failed to feel pain, pain, pain..."
You Know You're Right
Nirvana - Kurt Cobain

Nem um dia - Djavan


Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)


Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)

Eu, meus numeros e inumeros porres...

Tem mesmo sempre que ser 14 min quando olho no relógio? Bem que podia não ser, ne?! Não aguento mais essa agonia que não passa, essa certeza de amar cheia de incertezas. De amar o homem certo e ser sempre a mulher errada. De ter conhecido o amor que eu sempre quis justo no tempo errado.
Não quero mais te enlouquecer com essas coisas que te irritam, com minhas palavras que te entediam. Essas coisas de Mayara a lá Belchior, essas palavras que nem Frued explica e que nem Fernando Pessoa ousou escrever...
Mas quem sou eu pra dizer tal coisa? Alguns diriam: _ Apenas uma Mayara qualquer... Mas há quem diga: _ Não! Mayara Mader em outra parte nunca existiu. E eu? Eu digo que mesmo que houvesse outra, essa não teria tal atrevimento de dizer, de escrever isso!
Essas coisas que o coração não entende e que nem sabe ao menos se sente. Essa coisa que martela. Que é o amor que conheço, que descrevo e que rezo todos os dias que não seja real. Que sejam apenas invenções uma menina que ainda não entende dessas coisas e que insiste em querer saber.
Quem dera, eu desembarcasse e fosse vida nova, sem você à minha sombra. Que fosse feito a Madalena que teve como seu maior desafio, além de nascer, apenas o teste do pezinho e pronto! Mas não da mais, eu já cresci, ne? E o peso ta grande demais.
Meu ouvido está doendo, acho que pela pressão do avião, ou da vida quem sabe... O volume do som do meu fone está no ultimo, pra ver se eu entro mesmo na música e esqueço minha vida! Essa vida que eu tenho e que me espera no aeroporto cheio de sorrisos bobos e chororós de saudade. Não quero mais..
Queria mesmo era viver eternamente em vôo, em outra realidade. Qualquer uma que eu conseguisse inventar... mas é que nesse momento estou de porre e não consigo mais nem pensar. Deixar pra amanhã, então, como todo o resto. E talvez eu desista ou talvez eu resista. Triste mesmo é que você vai sempre estar lá, na terra ou no ar, nos 14’s e em todos os outros números que existem e eu vou sempre fugir de você.

Tô indo pra capital! o/

Viajar me remete medo e vontade. Arrumei as malas ontem, uma na verdade, em meia hora, é que eu estava mais preocupada com meu cabelo, unhas e olheiras... Não quero que as pessoas pensem que sou desleixada e triste, mesmo que essa seja uma verdade.
Dessa vez vou chega de surpresa, sem alarde, um pouco sem vontade também, confesso. É tão diferente... quero mesmo só ficar em casa e respirar outro ar, sei que estranho, mais é isso.
Daqui a pouco verei um pouco do Brasil, lá do alto, pequeno e imparcial. Adoro viajar de avião, parece que até meus pensamentos vão mais alto e mais rápido, como se acompanhasse afrequência da aeronave.
Da janela do meu quarto verei a capital sem muros... a bela cidade projetada. E sei que pensarei inúmeras coisas a dizer a presidente, formarei discursos e pensarei nas músicas do Renato Russo e em como elas ainda se encaixam, mas só vou mesmo pensar.
Porque nessa viagem eu procuro colo, cura e dengo. Adormecer assistindo filme com a cabeça no colo da minha mãe, acordar de manhã com o cheirinho de cuscuz da minha vó e gargalhar com o sorriso da Laurinha. Só isso. Matar a saudade, na capital Brasília.

Difícil mesmo é aceitar..

Não quero mais te querer, mas quando eu não tenho você aqui as coisas parecem deixar de fazer sentido... com quem eu vou discordar? Quem eu vou procurar a noite quando tiver pesadelo?
Você é irritante, mas eu te amo e é simples assim. E complicado ao mesmo tempo, porque cada vez que eu te quero, nego um pouco mais de mim.
E eu consigo seguir quando tiro você do meu caminho, estudo quando o pensamento consegue ficar longe das lembranças que tenho de nos dois e certas vezes até durmo quando estou cansada demais pra fazer planos de solidão mesmo tendo certeza de que o que quero mesmo é você ao meu lado.
Consigo ver com as coisas exatamente como aconteceram, sem fantasias, sei também como está agora. Sei o que devo fazer, sei das coisas que não devo esperar. E nesse momento só penso no quanto saber é fácil demais diante do mais difícil que é aceitar. E eu estou tentando, mas você tem me feito uma falta danada...

"...Me sinto só, me sinto só
Me sinto tão seu
Me sinto tão, me sinto só
E sou teu!..."
Composição: Samuel Rosa / Chico Amaral

Eterno dilema

Estou tão confusa e o pior é que isso nem é mais novidade pra ninguém. Não quero mais que seja assim, não quero ser lembrada como “a que não sabe o que quer”, porque “..pra quem não sabe onde quer chegar qualquer lugar serve.”. Queria decidir e pronto. Não vou ficar porque não quero me envolver ou vou ficar e deixa acontecer, aproveitar e pronto. Mas não eu tenho que complicar...
Fico nesse eterno dilema e eternamente tentando sair dele. Pra algumas pessoas é tão fácil decidir, mas pra mim tem sempre uma opção menos dolorosa ali no cantinho, um refugio. E eu acabo não fazendo nada direto, nem vivo e arrisco tentando ser feliz, nem fico no meu cantinho segura. Arrisco um pouquinho e então volto. Descanso e sinto saudade do risco.
Afasto as pessoas porque escolhi ficar sozinha, mas a noite choro com medo da solidão. Escrevo sobre o amor e sobre mim, mas sei que esses são os dois assuntos que menos entendo e que mais me confundem.
Sinto falta de uma direção um caminho certo, mas é certo que prefiro o desconhecido. Então deixa... se ainda estou aqui, se sobrevivi e vivi e sorri deve ser porque tinha mesmo que ser assim.

“Esse caso não tem solução,
sou fera ferida,
no corpo,
na alma e no coração..”
FERA FERIDA            
(Roberto carlos e Erasmo Carlos)

Vazio

Tem tempos na vida que a gente parece que ta inerte à quase tudo. Não é medo de tentar, não é trauma. É comodismo. Isso! Acho que é essa a palavra. A vida vai indo bem, o trabalho, os estudos então você simplesmente continua seguindo...
Você conhece pessoas legais e até fica com qualquer uma delas, no fundo como se tivesse mostrando pros outros que ta tentando, pra não dizerem que estou você etaá recluso, sabe?! Mas pra que? Se a gente sabe que não vai dar em nada, sabe que ta tudo parado dentro da gente.
Não sei se com você funciona assim, mas eu sou acostumada a ser intensa demais e me apaixonar e isso sempre acaba por apaixonar o outro de verdade. Sei que tu isso parte de mim, sei que fantasio tudo demais e sempre acho que o ESSE é o amor da minha vida, mas que graça tem começar uma coisa pela metade? Que graça tem não se entregar? E já que nesse momento não to inventando, nem supervalorizando e muito menos transformando prosa em poesia, pra ‘eles’ eu sou tanto quando são pra mim, NADA, um passa tempo, uma tentativa pros outros.
Não gosto de viver assim, mas até que tenho passado bem... talvez eu precise disso, talvez todo mundo precise um dia, mesmo que não se aprenda nada. Já que acredito que nada se aprende sem sentir.
Isso tudo é muito novo pra mim. Vago e lento. Por isso não se aflija se eu chorar aos soluços e responder ao me perguntar que não há motivo algum. Realmente não há! É apenas uma saudade incontrolável de mim mesma.
Estou vivendo como um boneco daqueles de Olinda, num mês de setembro, ali num canto vazio, só esperando o carnaval. E nem tem mais euforia, já que já faz tanto tempo do ultimo carnaval e nem se anima ainda já que o próximo ainda demora.
É assim...já que nem mais me lembro como tudo isso funciona, como é mesmo que se apaixona? Quando é mesmo que a gente diz "eu te amo"? Nem me animo também para o que venha, já que sei que ainda demora esse vazio aqui em mim.
 
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