O Caio me inspira...

Ler Caio Fernando Abreu me inspira. Vez ou outra, nessas minhas tarde chatas e sonolentas em que minha testa briga com as teclas do computador de tanto pescar, eu releio Morangos Mofados. Acho que já fiz isso dezenas de vezes. Paro em algum conto e volto e vou mais a frente, vejo a história de câncer na alma de Davi, em pedaços soltos. Rio e às vezes respiro fundo de tão parecido que sinto ou de tão absurdo, quando percebo o ‘underground’. 
O Davi lembra muito o meu namorado, principalmente nas horas em que caminha pensativo e lentamente em seu apartamento atônito e indiferente enquanto o telefone toca. Ele foi por algum tempo assim... E hoje é tão doce. E me lembrou agora a personagem do livro, com o seu final tão cheio de esperança. 
A melancolia do Caio parece que formou a minha, desde o útero da minha mãe, de tão que eu me enxergo nele. Se mamãe me lesse Caio, estava explicado, mas acho que veio mesmo dos bregas do bar do meu pai, ou das borbulhas de amor do Fagner, quem sabe?! Sei que tive uma vontade imensa de ficar sozinha por 10 dias numa casa de praia e escrever... Apaixonar-me novamente pelo meu livro. 
E de repente não tive mais tanto medo do meu pensamento recorrente de solidão. Não sei se por ter percebido em um único parágrafo que as pessoas, mais doces e influentes morreram assim, abandonadas por suas escolhas ou se por estar me sentindo tão bem ao lado do meu doce amor louco. De repente eu deixei de querer que a vida faça sentido, entre Davi, Dedes, Caios, Clarices e melodias bregas. Então “Apenas Seguir”. 

 Um viva as putas e aos santos...

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