Não passar em branco...

Eu gosto da saudade, de deixa-la por onde passo e de senti-la depois que passei. Ela é fria e dolorida, mas é também sorridente... Por que ela deixa um  sorrio de canto quando passa por mim, um sorrisinho agradecendo por ter vivido tudo.
Essa palavra  "saudade" só pode ser minha! Por que eu não sou muito de ficar... eu passo, e de alguma forma, só queria não passar. Ficar no cheiro de café cedinho, no frio que dá no pé de madrugada, no ô do Sol da Barra e nos pensamentos de "e se".
Quando dou um passo deixo algo e sempre algo de mim fica. Isso deve ser crescer. Essa partilha de você. E no final você vira uma colcha de retalhos de pedaços cada vez mais miúdos.
Lembro quando as vezes eu pensava "onde foi foi que eu me perdi?", só que hoje eu percebi que não foram perda apenas... "Eu deixo e recebo um tanto...", poque sempre que eu me perdi, alguém ou algo se perdeu em mim. Dei um passo a frente, mais forte, não importa se sorri, se chorei, se dormi, se bebi ou se cantei, a cada passo eu era um pouco mais de mim.
Daí eu escuto coisas de dor e saudade... coisar de marcar a vida de alguém, e mesmo que nada esteja acontecendo naquele momento, eu sinto, eu vivo aquela dor. Lembro, saúdo e muitas vezes até choro, dores minhas que já nem doem mais, dores dos outros que eu compreendo tão bem.
Hoje (e sempre) ouvindo Daniel Groove eu quis falar de saudade... e do bem que ela me faz. 




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