O devagar do tempo....

Hoje ao andar sozinha por uma rua escura de um lugar em que nunca havia pisado antes tentei pensar em coisas importantes, em futuro ou em quão legal era estar alí fazendo nada em lugar algum de Paris. Senti-me realizada e no mesmo instante vazia. Fui correr pra ver se o frio passava, pra tentar me enganar achando que perdi algumas gramas de todas as bobagens que tenho comido e talvez pra não pensar tanto assim em você.
Pensei no Louvre, em Notre Dame e reparei naquelas folhinhas estranhas que não paravam de cair. Aquelas da bandeira do Canadá.. também lembrei da minha prima que mora por lá. O pensamento divagou enquanto meus pés corriam. Olhei algumas camisetas em promoção e um sapato lindo que talvez compre amanhã. Tentei fugir daquele sorriso e da ausência que eu sentia da tua voz alta que tantas vezes mandei mudar o tom. 
O teu calor faz falta aqui e não importava o quanto eu apressasse o passo ou diminuísse a marcha. Não sabia se sentava na praça sozinha ou se entrava num bar e tomava uma dose. Nada importava, até a música que tocou no fone me trouxe você. Eu não reclamei, só queria parar de senti a tua falta. Pensei em correr de olhos fechados, em tentar imaginar a praia que a gente sempre vai. Mas sabia que não ia adiantar. Pensei em você repetindo "eu gosto da minha vida!" e lembrei que eu também gosto, só que não consigo apenas ficar.  Como se os ventos, o tempo e a luz do mundo estivessem sempre a me movimentar.
E não importa que aqui no frio o tempo passe devagar, que eu tenha tantas e quantas coisas que eu queira à olhar... você continua me fazendo muita falta.
a MÚSICA QUE TOCAVA : 

LONGE - Marcelo Jeneci (letra e vídeo) 


Onde é que eu fui parar, aonde é esse aqui? Não dá mais pra voltar por que eu fiquei tão longe… Tão longe…

2 ...:

Lu Guedes disse...

Ausência é algo difícil de sentir. Algumas pessoas colecionam. Eu tento me adaptar. Hoje mesmo, estava sentindo falata de C. aquela figura que me inventou enquanto pessoa. Não tenho como voltar-me pra ela a não ser através das lembranças. Acostumar-me é tão difícil. Enfim, sigo tentando... Acho que você também.
bacio

Mayara Mader disse...

Eu sempre tento Lunna... Sempre!

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